Coluna do James Klaus - Geral


james.klausmiers@gmail.com
www.nosdejoinville.com.br


James Klaus é jornalista e pratica o campismo há mais de 30 anos. Nascido em Joinville, no estado de Santa Catarina, pesquisa o campismo no Brasil e no exterior. Realizou visitas a campings e fabricantes de equipamentos na Alemanha e também acompanha a evolução do setor no Brasil. Trabalhou como redator/ apresentador na TV Babitonga (Canal 9 em Joinville) e trabalha na web TV Nós de Joinville, canal internacional especializado em campismo desde 2008. No jornalismo impresso, é colaborador da revista MotorHome e do jornal JNB, onde escreve a coluna Veículos e comunidade.





Texto e impropérios: James Klaus.

Não fiz o cadastramento biométrico obrigatório. E agora?


29 Março 2016 12:25:00

Veja as implicações caso não esteja regularizado com a Justiça Eleitoral


Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), quem não fez o cadastramento terá o título eleitoral cancelado e não poderá votar nas próximas eleições. Se o eleitor não votar e nem justificar ficará sem quitação eleitoral e impedido. Isso implica a restrição para obtenção de passaporte, identidade, posse em cargo público, impossibilidade de matrícula em instituições de ensino superior, suspensão do CPF dentre outras restrições.

É possível corrigir!

S

im, mas é preciso comparecer no cartório eleitoral e requerer a regularização de sua inscrição eleitoral. A partir da terça-feira (29), o eleitor que não conseguiu realizar a biometria dentro do prazo poderá regularizar sua situação junto à Justiça Eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina recomenda que essa regularização seja feita até o dia 15 de abril, para que as possíveis filas do final do cadastro eleitoral, em 4 de maio, sejam evitadas.


É preciso levar um comprovante atualizado de residência. Outros documentos poderão ser exigidos pelo Juiz Eleitoral. O eleitor que não comparecer ficará sem poder votar nas eleições 2016. O eleitor que não vota nem justifica está sujeito a restrições como, por exemplo, a impossibilidade de obtenção de passaporte, impossibilidade de posse em cargos públicos, impossibilidade de matrícula em instituições de ensino superior, suspensão do CPF, etc.


Fonte de pesquisa: site do TRE





Peçonhas urbanas de verão


03 Dezembro 2015 13:31:09

Um estudo do Instituto Butantã aponta que as chuvas obrigam os animais peçonhentos a sair dos seus esconderijos

James Klaus

Foto: Internet


O rato mudou de endereço. Ele e seus agregados agora estão mais perto de você. A chuva insistente traz problemas de toda ordem principalmente nos grandes centros.


Mesmo os ratos, cardápio principal da maioria das serpentes, repentinamente foram obrigados a mudar de endereço; a toca alagou e é preciso encontrar um local seco. Quic- quic- quic... Que tal a sua casa? Ele iria adorar o ambiente seco e o forro do seu sofá seria um alojamento perfeito para essa época de El Niño. Um detalhe importante: a Ssssssserpente vai tentar encontrá-lo!


Segundo o Ministério da Saúde, entre novembro de 2012 e março de 2013 - período de chuvas mais intensas na maior parte do Brasil - foram registrados 71.217 acidentes, sendo 144 mortes. Comparado ao mesmo período de novembro de 2011 a março 2012, ou seja, no ano anterior, houve um aumento de 6% de acidentes com animais peçonhentos e 9% em relação às mortes. Neste período, foram notificados 67.197 casos deste tipo e 132 óbitos. No ano passado foram registrados 143.658 acidentes e 273 mortes.


Um estudo do Instituto Butantã aponta que as chuvas obrigam os animais peçonhentos a sair dos seus esconderijos - tanto em áreas urbanas quanto rurais- e a procurar novo abrigo.


Os escorpiões são os responsáveis pela maior ocorrência destes acidentes no Brasil. Quase metade das notificações relacionadas a acidentes com animais peçonhentos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) é devido a escorpiões. Aliás, o escorpião se adapta aos ambientes urbanos com facilidade, pois se alimenta de baratas- inseto presente na maioria das residências devido ao esgoto.


Já as serpentes causaram 20% dos acidentes. Elas se abrigam em locais com depósito e acúmulo de lixo, entulhos e materiais de construção. Se deslocam nas tubulações das ruas em busca de comida- no caso, os roedores.


Prevenção


“A melhor forma de evitar acidentes é adotar medidas de prevenção. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda manter a casa e a área ao redor limpas, uma vez que o lixo e entulhos podem servir de abrigo para muitos destes animais. Também é importante ficar atento à limpeza de armários, já que ambientes escuros e úmidos servem de esconderijos para aranhas e escorpiões. Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros, meias-canas e rodapé, além de utilizar telas e vedantes em portas, janelas e ralos, são outras formas de evitar a presença dos animais peçonhentos. Moradores de área rural e trabalhadores da agricultura não podem deixar de usar luvas e botas ao entrar em matas ou plantações.


Os animais peçonhentos injetam veneno pelo ferrão, dente, aguilhão ou cerda urticante. Dependendo da espécie do animal, os acidentes podem até levar à morte, caso a pessoa não seja socorrida e tratada adequadamente, quando necessário, com soro específico. O Ministério da Saúde distribui soros antipeçonhentos para todo o país, que estão disponíveis na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). A identificação do animal responsável pelo acidente facilita o diagnóstico e o tratamento”.


Cuidados


“Em caso de acidente, a pessoa deve ser encaminhada, o mais rápido possível, para o hospital. Durante o socorro, tem que se mover o mínimo possível. O membro atingido deve ser colocado numa posição mais elevada em relação ao corpo e o local da picada pode ser lavado apenas com água e sabão. Não é recomendável amarrar o membro acidentado, nem sugar o ferimento com a boca. Também não é indicada a aplicação de qualquer tipo de substância (pó de café, álcool, urina, entre outros) na lesão. No momento do atendimento, é importante informar ao profissional de saúde o máximo possível de características do animal, como espécie, cor e tamanho”.


Fonte de pesquisa:

Ministério da Saúde


27/07/15

Rua dos Suíços às escuras



Passar na escuridão da via em plena madrugada é uma experiência tensa


A via inicia próximo ao pátio de um posto de combustíveis às margens da BR-101, no bairro Costa e Silva. Na descida do posto, parte da rua tem iluminação, beneficiando os moradores daquele trecho. 


Foto: keilamiers

Foto: keilamiers

Mas o problema começa 100 metros adiante. Ali, não há postes ou iluminação pública justamente no percurso ladeado pelo mato e por um barreiro utilizado como pista de motocross. No local já foram registrados assaltos e até homicídios.

Foto: keilamiers


Para o zelador Ademir Fernandes, de 47 anos, sair diariamente por volta de 4h da madrugada na escuridão é preocupante. Mesmo não sendo vítima de crimes no local, ele teme pela segurança. “A gente vai ressabiado. Já aconteceram muitos roubos e até agressões nessa parte escura da rua dos Suíços”, afirma Ademir que mora às margens da via na parte em que há iluminação pública, próximo ao posto.
Foto: keilamiers


Pó na escuridão

Recentemente, algumas empresas se instalaram na região, em ruas laterais à Suíços. Também estes reclamam por conta do pó e não entendem como uma rua que é acesso à cidade – no Km 36 no sentido sul e no Km 37 – posto de combustível no sentido norte- e que faz a interligação dos bairros Vila Nova e Costa e Silva. “Me obriguei a comprar um caminhão pipa para molhar aqui no entorno da minha empresa, pois o prejuízo é constante. É vergonhoso para a cidade, quem passa pela BR-101 e observa o intenso fluxo de veículos, em meio a poeira. O que dizer da escuridão a noite a noite?”, desabafa o empresário Silvio Correa.
Foto: keilamiers



Segundo a Prefeitura, as reclamações referentes à falta de iluminação pública ou funcionamento deficitário devem ser protocoladas junto à ouvidoria no telefone 156. Para que a ordem de serviço de instalação de luminárias emitida, é necessária a instalação de cinco postes no trecho próximo à pista de motocross – responsabilidade da Celesc. 

Foto: keilamiers

Já o trecho que faz a travessia para o Vila Nova tem postes, mas continua sem luminárias. Um descaso lamentável e um desrespeito ao contribuinte!


10/07/15
Meu carro minha casa


Encontro Nacional  Vai Quem Quer em Santa Catarina


Encontro de campistas em Pirabeiraba, Joinville, mostra possibilidades de lazer utilizando o carro

Passava pouco mais de 21h de quinta-feira do feriadão de Corpus Christi quando um fusca passa pela portaria do camping. Equipado com uma barraca acoplada ao teto, a família Tanaka saiu de São Paulo logo cedo para acampar no Park Recanto Davet. Escolhido o local para estacionar, a barraca é armada com dois ou três movimentos, pois o dispositivo é próprio para tetos de diferentes modelos de carros. “O teto do fusca é arredondado, mas isso não influencia na instalação da barraca. Ela é afixada aos frisos do teto e a base é um tablado de compensado naval, que também é o piso da minha casa sobre rodas”, diz o empresário Sergio Tanaka. Ele trouxe a esposa, Elisabete e a filha Gabriela. A família também tem um motor casa Safari, mas preferiu descer com o Volks e usufruir de uma proposta mais rústica de acampar. 



Estilo VQQ

A modalidade foi criada pelo paulista Jão O Bão, como é conhecido no meio campista, para reunir os amigos na propriedade no interior do estado. Segundo ele, o Vai Quem Quer não tem taxas de participação, anuidades ou responsável, pois não é exatamente um evento. A ideia é fomentar o campismo promovendo acampamentos em locais apropriados. A estrutura requerida para a acampada pode ser rústica ou não. O importante é informar um ponto de encontro e chamar o pessoal. Não há programação pré-definida, pacote ou coisas do gênero, caso contrário já é evento. O chamamento pode ser simultâneo e em variados locais. Ninguém é obrigado a consultar lideranças ou pedir autorização para uso de determinada data. Basta ir. Participa quem pode – está disponível- e simpatiza com quem teve a iniciativa do chamamento.




Reunião de grupos

Em Joinville, o VQQ contou com cerca de 56 equipamentos e 127 participantes específicos. Mas segundo o administrador do Park Recanto Davet, Norberto Davet, aproximadamente 400 pessoas entraram para participar ou visitar a reunião campista durante o feriado de Corpus Christi. “É uma iniciativa muito importante para o campismo e para quem vive disso. Nessa época do ano o movimento do camping fica parado, mas a manutenção precisa ser feita. Um evento na baixa estação vem bem a calhar e dá um fôlego para o setor”, diz Davet.






Na ocasião também foi realizada a 12ª Reunião dos Safaristas Paulistas e Amigos (Raspa). O grupo se reúne em campings paulistas, mas desta vez decidiram realizar o evento junto ao VQQ em Joinville. 










Setores da comunicação registraram o evento por meio da sucursal da Globo em Joinville, a RBS TV, jornais locais, Web TV Nós de Joinville, site Macamp e Jornal Nosso Bairro (JNB).



 Segundo a Keila Kaiser, responsável pelo chamamento, o objetivo foi alcançado. “O clima colaborou, o camping estava em perfeitas condições no que diz respeito ao funcionamento de banheiros, pontos de luz e água. Parte dos participantes são do grupo virtual Campistas e Futuros Campistas, mas a proposta é aberta a todos. O pessoal veio e manifestou o desejo de repetir a dose no ano que vem. Assim, fica marcado o próximo VQQ para o feriado de Corpus Christ em 2016 aqui no Davet”, diz ela.






Casal com deficiência visual supera dificuldades e oferece ajuda por meio de um site



Aos 21 anos de idade Danilo Afonso Loques, técnico em informática, sofreu um acidente de moto e ficou cego. Com a colisão na traseira de um táxi –supostamente parado sobre a avenida de acesso a cidade de Santos- ele sofreu múltiplas fraturas na cabeça e as retinas foram deslocadas, causando-lhe a cegueira. Atualmente, aos 29 anos de idade, ele é uma referência nacional devido ao site www.cegueta.com.br, desenvolvido por ele e sua equipe, ao mesmo tempo em que se tornou um exemplo de superação.
Ao descer do ônibus circular – o segundo tomado para retornar de São Francisco do Sul, onde trabalha- Danilo desembarca no ponto em frente à casa em que mora com a esposa Elisane de Siqueira Telles, também deficiente visual desde o acometimento de um glaucoma. Ela trabalha como recepcionista em Joinville e cursa faculdade de administração e os dois têm uma filha, Lívia. A fechadura do portão é destravada agilmente e a equipe de reportagem é guiada por ele até o interior da casa, um geminado no bairro Boehmerwald.
A família tem visita. O webdesigner Leandro –também cego- cumprimenta o anfitrião e a esposa vem ao encontro. O cheiro de café está no ar. Leandro é um “novato”, termo utilizado por ele para designar uma pessoa que perdeu a visão recentemente – aconteceu com ele há quatro anos – e conta que veio de Pelotas, estado do Rio Grande do Sul em busca de emprego. Ele afirma que embora seja competente na profissão, sente algum preconceito devido à deficiência quando é entrevistado em algumas empresas. Nessas horas, o apoio recebido pelo pessoal do Cegueta auxilia a segurar essa onda. Isso porque o site tem muita informação sobre a realidade das pessoas com deficiência, mensagens de texto que orientam sobre a utilização de softwares e ferramentas, mural de recados, web radio, entretenimento e muita interação online. O resultado são mais de 55 mil acessos e uma missão nobre encampada por Danilo e os colabradores interestaduais que buscam parcerias para auxiliar quem precisa. Para quem quiser ajudar a construir essa ferramenta de relevância social, basta entre no www.cegueta.com.br e ver como é fácil. Após algumas horas observando a independência do casal Danilo e Elisane é possível perceber como o preconceito da sociedade – essa sim é cega- em que vivemos é capaz de atrapalhar, muitas vezes sem querer, na vida harmoniosa dessas pessoas. E muitos fazem questão de não enxergar isso!





Natureza

A Jataí já está aqui



Criadores joinvilenses investem na espécie que chega a produzir até um quilo de mel ao ano

A princípio ela se confunde com o tradicional marimbondo, uma vespa que costuma fazer colmeias em galhos e tipicamente agressivos. A diferença entre esta e a abelha Jataí é que o segundo não possui ferrão, portanto não pica. Segundo dados da USP, é a abelha mais conhecida da América Tropical, ocorrendo da Argentina até o sul do México, sendo registrada em todo o território brasileiro. 
Um grupo de pesquisadores joinvilenses formou a Associação de Meliponicultores Ecológicos (Ame) para desenvolver a criação em ambiente urbano. Eles estão amparados por uma lei municipal criada a no ano passado -e que garante a legalidade da atividade- e se reúnem mensalmente na Fundação 25 de Julho, em Pirabeiraba.
 Para Adenísio Dalacosta, melipolicultor do bairro Costa e Silva, a criação da Jataí em ambiente urbano é essencial para a polinização de flores e frutas. “Infelizmente tem muita gente que ao avistar a colônia de Jataís aplica veneno, queima, enfim, tenta eliminar as abelhas por ter medo de ser picado. Mas a Jataí não possui ferrão, então, não há perigo”, explica o criador.
Ele ressalta que a Jataí se adapta facilmente em ambientes urbanos e já foi observada formando colônias em garrafas tipo pet, em ninhos abandonados de João de Barro, em caixas de medidores de luz, etc. 

O formato do ninho consiste em um tubo com 3 a 4 centímetros de comprimento, com abertura que permite passagem de várias abelhas ao mesmo tempo, construído de cera ou cerume com pequenos orifícios na parede. Um fato curioso é que a Jataí fecha a entrada à noite e só reabre a mesma pela manhã. É comum observar várias abelhas voando próximo à entrada do ninho, são as sentinelas que expulsam outras espécies invasoras. Nossa equipe foi conhecer uma residência no Costa e Silva em que as abelhas se instalaram na caixa de luz. Preocupado, o proprietário procurou Adenísio para saber se a colônia oferecia risco de ataque aos moradores. Dalacosta identificou a Jataí rapidamente e tranquilizou o morador quando ao risco de ataques. O problema seria o local em que elas se instalaram, a caixa de energia elétrica e que deve ser manipulada por um eletricista profissional. Silenciosas, responsáveis pela polinização, as pequenas abelhas ganharam o respeito do morador, que decidiu não removê-las. A Jataí já “tá” aí, disse.



Água
23/03/15



Planeta água

A fama da cidade é inquestionável: Joinville é uma cidade chuvosa. Além disso, a combinação de sistemas de marés, frentes frias acentuadas e ocupação urbana de áreas alagadiças colaboram para a ocorrência de enchentes frequentes. Pois a fama se justificou dias após o aniversário de Joinville, quando as fortes chuvas de até 80 mm alagaram os bairros das regiões norte, oeste e central da cidade.

No Costa e Silva, os prejuízos foram pesados para alguns moradores. Na Rua Mario Timm, lateral das ruas Inambú e da Rui Barbosa, um afluente do rio Cachoeira transbordou e invadiu a centenas de casas. Em pelo menos uma delas, a força da correnteza chegou a derrubar um muro. Nas demais, os relatos de perdas por conta da invasão das águas que chegou a meio metro dentro de algumas residências pode ser comprovado pela simples observação da quantidade de móveis depositados nas calçadas no dia seguinte. 



O morador Marcio Luis de Oliveira aproveitou o momento para protestar. Ele expôs placas de campanha política de alguns candidatos que se elegeram e que, segundo ele, abandonaram o bairro logo após garantirem uma cadeira na Câmara. “Cadê esse pessoal agora? Antes da eleição estavam por aqui todas as semanas. Agora que a comunidade precisa de apoio, orientação, não aparece ninguém. Pedimos a limpeza do rio, não fizeram e agora aí está o resultado. Nós não vamos esquecer disso, senhores!”, diz o motorista. Na frente da casa onde mora com a mãe, armários, colchões, roupas e eletrodomésticos atingidos e tingidos pela água barrenta. Tudo está perdido.



Devido à emergência, Edson Moraes veio ajudar o amigo Marcio e disse que a situação foi feia em outras partes do bairro. “Numa lateral da Otto Pfzutzenreuter uma creche ficou inundada e tudo foi estragado pela lama. Colchões, comida e eletrodomésticos foram para o lixo. Como os pais irão trabalhar se a creche está fechada?”, questiona Edson. No geral, a comunidade entende que a quantidade de chuva foi extraordinária, mas acredita que se as valas estivessem limpas o impacto seria bem menor. Segundo a Subprefeitura Centro Norte, há um cronograma de limpeza para o bairro em andamento.

 


Alerta sobre o câncer de pele no JNB

               http://issuu.com/jornalnossobairro/docs/jnb_66_jnbonline


Apelo pela pele


Foto: James Klaus


Campanha de prevenção ao câncer de pelo diagnostica casos em Joinville

O sol do verão intensifica as chances de lesões no maior órgão do corpo humano, a pele. Mesmo assim, muitas pessoas insistem na superexposição.

“Vai ser uma picadinha bem rápida, ok?”, diz o cirurgião. Após a agulhada, cuja dor prevê anular tal sentimento durante o procedimento cirúrgico, o alvo é a pinta de três centímetros amórfica, crostosa e perolada posicionada bem no centro do peito. Há aproximadamente dois anos ela surgiu, cresceu e sofreu modificações no tamanho e na forma. Essa era diferente das demais, diagnosticadas pela dermatologista como manchas do sol. Agora, sob a alcunha de carcinoma, deve ser retirada o quanto antes para não alcançar outros órgão do corpo através de metástases.

A pinça segura a pele cancerosa enquanto o bisturi trabalha no entorno, cortando a cada puxão, o campo delimitado. A sensação é estranha, pois a carne é puxada e cortada sem dor, tudo o que se sente são os fortes puxões na carne e o cheiro estranho de sangue. Minutos após, o câncer removido está num vidro para ser posteriormente analisado. No local convalescido, sete pontos com fio preto esticam a pele para fechar o buraco.

Um ano após a cirurgia -a segunda do paciente diagnosticada como câncer de pele -, é hora de continuar a vigília. Uma oportunidade imperdível realizada anualmente em Joinville é o mutirão de prevenção ao câncer de pele realizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. A ação foi realizada em 29 de novembro Hospital Regional de Joinville e é parte da 15ª Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele. Aproximadamente 400 pacientes foram atendidos na campanha, quem apresentou pintas alteradas ou manchas estranhas na pele foi encaminhado para cirurgia a ser realizada no Hospital Municipal São José. Segundo o dermatologista Leonardo Birckholz, muitos pacientes são diagnosticados com câncer durante a campanha. “As pessoas não dão bola, pensam que é mancha e muitas vezes o quadro evolui rapidamente. Quando o diagnóstico é precoce, as chances de cura são grandes”, diz. Durante a campanha desse ano, 34 pacientes foram encaminhados para a cirurgia. 
Foto; James Klaus


Para quem não quiser passar pelo susto de ser diagnosticado com câncer de pele e pela experiência cirúrgica, o ideal é evitar a exposição ao sol entre os horários das 9h às 16h. Caso não possa evitar expor-se, use sempre protetor solar e roupas longas de algodão, chapéu e óculos solar com proteção aos raios solares. Uma boa dica é ficar de olho na campanha anual de prevenção ao câncer de pele. Pense nisso ou sinta as consequências na pele!


Projeto regulamenta inauguração de obras públicas

Foto: www.nosdejoinville.com.br

Inaugurar obras públicas inacabadas é uma prática antiética, mas típica em alguns governos. Na maioria das vezes o objetivo é mostrar serviço à população, mesmo que a obra não cumpra sua função imediatamente. São pontes, estradas , postos de saúde e escolas, enfim, que mesmo não terminadas, são inauguradas com toda a pompa.

Mas essa situação pode se modificar em Joinville, caso os vereadores entendam dessa forma. Nesta semana foi protocolado o documento que obriga a Prefeitura a implantar a infraestrutura quando forem realizadas pavimentação de ruas, construção de praças e outros equipamentos públicos. Isso caso o projeto de lei ordinária 359/2014, de autoria de do vereador Adilson Mariano (PT) receba o aval da maioria dos legisladores e seja aprovado. Em tese município deverá executar as melhorias em 60 dias após a conclusão de seus projetos. Sem isso, a administração da cidade fica impedida de inaugurá-los e permitir o uso da estrutura pela população.

Dessa forma, no entorno de suas realizações, a Prefeitura precisará instalar drenagem, saneamento, ligação de água, meio fio, calçadas, abrigos de ônibus, faixas de pedestres, redutores de velocidade e semáforos. O projeto de lei deve seguir o procedimento interno da Câmara de Vereadores, sendo avaliado pelas comissões. Caso a Lei seja aprovada, cabe ao cidadão fiscalizar e exigir seu cumprimento.


Nômades: Reflexão sobre os ciganos no Brasil

Foto divulgação internet

Amigos campistas, este espaço permite a divulgação de artigos muitas vezes refutados ou ‘desinteressantes’ para a mídia comum, afirmação esta que se comprova através de uma busca nos arquivos dos maiores jornais e revistas do Brasil. Por isso, encontramos aqui amparo para a publicização dessa pesquisa sobre comunidades que se valem de equipamentos semelhantes aos por nós utilizados, na maioria dos casos, para recreio, mas que, para os nômades, é sua casa. As comunidades nômades –ciganos, artistas circenses e trabalhadores de parques de diversão- são uma realidade desde o início da colonização do Brasil, mas somente há pouco tempo começam a receber algum reconhecimento por parte das autoridades. Comunidade essa tão discriminada desde sua chegada, porém, pagadores de impostos tal qual a maioria dos campistas.

Como dito, o uso de espaços públicos feito pelos nômades no Brasil faz parte da nossa história. Segundo o artigo de Lucia Gaspar, sua chegada a então colônia portuguesa nas Américas data de 1560 e 1570. Originários da Índia e expulsos de Portugal, sob pena de degredo, foram enviados à colônia por não se adaptarem às regras sociais e pela necessidade de colonizar as novas terras, primeiro para a África e depois para o Brasil. Suas roupas coloridas, tradições, superstições, o fato de habitarem em tendas, trabalho itinerante e as acusações de furtos estigmatizaram o povo cigano, causando-lhe a perseguição pelas autoridades portuguesas.

No Brasil, sua função seria ocupar as terras do sertão nordestino do país, habitadas por índios. Em sua pesquisa, a autora explana sobre o degredo:



“A primeira lei portuguesa a impor o degredo data de 28 de agosto de 1592. Os homens deveriam se integrar à sociedade ou abandonar o Reino, em no máximo quatro meses, do contrário ficavam sujeitos à pena de morte e suas mulheres seriam degredadas de forma perpétua para o Brasil.” (GASPAR, on line)


Anos após, a Corte decide o banimento dos nômades em Portugal com características de extermínio, oficializando o decreto de 18 de janeiro de 1677 e cuja imposição de expulsão de todos os ciganos de Portugal os destinava para a Bahia, capitanias do Maranhão, Pernambuco, Paraíba e Rio de Janeiro. A deportação também era praticada entre as colônias como punição aos ‘infratores’, sendo que a separação entre homens e mulheres deixava clara a intenção de extinguir o povo cigano.

Os relatos de Pereira da Costa, na sua obra historiográfica Anais pernambucanos, retrata o estigma sobre os ciganos no ano de 1718 como um povo errante, numeroso, cujos indivíduos exerciam práticas comerciais desonestas, isso quando não praticavam a pilhagem e o roubo. Os comerciantes ciganos geralmente eram caldeireiros hábeis ou negociadores de cavalos, onde quem negociasse com eles, certamente seria ‘logrado’se não tomasse cuidado. Quanto às mulheres, estas esmolavam pelas comunidades e praticavam a predileção da sorte através da buena dicha interpretada na linha das mãos. Após a aplicação dos ‘golpes’, diz o autor, levantavam suas tendas e partiam rapidamente, deixando para trás um rastro de pendências financeiras. A cidade referência dos ciganos foi a primeira capital colonial do Brasil, a Bahia, sendo o ponto de partida de muitos em direção a Minas Gerais, São Paulo –ano de 1726-, expandindo-se pelos quatro cantos do Brasil sistematicamente. Nesses estados, não tardou o surgimento de decretos que previam a expulsão após a estadia máxima autorizada de 24 horas em cada cidade. As autoridades os consideravam como “um povo desobediente e malcriado”, causadores de ‘incômodo’ aos cidadãos de bem.

Mas o maior número de ciganos aportaria por aqui na época da Primeira Guerra mundial, de 1914 a 1918, quando uma grande quantidade de famílias ciganas inteiras imigraram oriundas principalmente do leste europeu. Seguindo a tradição secular, dedicavam-se ao artesanato em chapas de cobre, ‘negociação’ de asininos e cavalos e à arte circense. Viviam em barracas e deslocavam-se em carroças, permanecendo sempre nômades.
Foto divulgação internet

Dados do Censo 2010 do IBGE registram a existência de cerca de 800 mil ciganos no Brasil, sendo este dado o primeiro mapeamento de acampamentos ciganos no país. As comunidades estão situadas em 291 cidades, principalmente no litoral das regiões nordeste -destaca-se o estado da Bahia pelo maior número de grupos-, regiões sul,e sudeste. Atualmente, muitos ainda vivem em barracas de lona montadas em terrenos baldios, ou em trailers e motor casas, porém, algumas comunidades optaram pela moradia fixa, como no caso do clã Calon. Eles abandonaram o nomadismo e passaram a viver em moradias de taipa ou de alvenaria, entretanto, em condições precárias, como se verifica na cidade de Sousa, no estado da Paraíba. As cerca de duzentas famílias que estão no sertão há 25 anos formam o que é considerada a maior comunidade cigana do Brasil. Eles dizem que se fixaram por questão de sobrevivência e que não abandonaram os ofícios tradicionais ciganos, como a leitura de mão e de cartas –praticado pelas mulheres- e a caldeiraria, bem como o comércio ambulante praticado pelos homens.

Segundo Gaspar, existem dois grupos distintos de ciganos atuantes no país:

- Calon, vindo de Portugal, fala o dialeto calo e é tradicionalmente nômade;

- Rom, que são imigrantes do Leste europeu e que falam a língua romance (romani).

Os Rom se dividem em subgrupos:

a) Kalderash, que são nômades e se intitulam como “ciganos puros”, alguns ainda nômades e trabalhando no comércio de carros, no caso dos homens e as mulheres na quiromancia e cartomancia;

b) Macwaia ou Matchuai, originários da Sérvia -antiga Iugoslávia-, que segundo Gaspar, “vivem sedentários em grandes cidades, não se identificam com o vestuário cigano e, na sua maioria, sobrevivem de atividades da arte advinhatória”;

c) Horahane, de origem turca ou árabe, tem atividades semelhantes aos Matchuaias. Vivem em grandes cidades –principalmente no Rio de janeiro- e poucos são nômades;

d) Lovaria, um grupo menor em relação aos demais e que se dedica à criação de cavalos;

e) Rudari, também são poucos, escolheram o Rio de Janeiro como sede e se diferenciam dos Lovaria pela dedicação ao artesanato de ouro e madeira.

Para os ciganos, é muito importante pertencer a um clã ou tribo bem como seguir as tradições étnicas. Segundo a pesquisa, os dialetos utilizados -romani, sinto, caló entre outros- não possuem escrita, ou seja, são ágrafos. Quanto ao nomadismo, abandonado por alguns clãs é reconhecido como uma referência da identidade cigana. Na história, observa-se que essa prática lhes foi imposta devido às perseguições, aos preconceitos estigmatizados até a atualidade e pela hostilidade da qual continuam sendo vítimas.

Os grupos citados levam uma vida simples e não eram incluídos nos direitos sociais até as primeiras discussões sobre a inclusão dos ciganos a partir de 2002. A etnia cigana foi incluída na classificação de minorias étnicas na Constituição Federal de 1988.

A criação do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) promoveu a publicação de uma cartilha de direitos da cidadania cigana, como o acesso aos serviços de saúde, acesso a educação, mesmo quando em trânsito.

Fonte de pesquisa: GASPAR, Lúcia. Ciganos no Brasil. Pesquisa Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: . Acesso em: 21 ago. 2014.



Circo e parques de diversão: comunidades itinerantes

Foto divulgação internet


A condição de direitos à cidadania dos ciganos é semelhante às comunidades circenses e de trabalhadores de parques de diversão. Setores do entretenimento itinerante que são, fazem o uso de trailers e motor casas como moradia e os usam para o transporte de equipamentos de cidade em cidade. Em 2013, o deputado Tiririca (PR-SP) criou um projeto de lei –o PL 5094/13- que beneficiaria essas classes para adquirirem ou reformarem trailer ou motor casas. Na condição de legislador e representante dos artistas circenses, o deputado intencionou incluir os nômades no Programa Minha casa Minha Vida, através de uma adequação desse programa às pessoas sem endereço de moradia fixo, que é uma das premissas impeditivas para o acesso ao programa.

Segundo o deputado, “apenas no que se refere aos artistas de circo, estima-se que haja 25 mil em atividade no país”, destacou. A princípio, a proposta foi deferida pelo relator da Comissão de Desenvolvimento Urbano, o deputado Paulo Foletto (PSB-ES), mas não teve apoio do governo e o projeto acabou excluído da pauta antes de ser votado. O principal obstáculo, disse Foletto, foi que “o núcleo central do governo e a Caixa Econômica questionam a proposta. A Caixa alega que não poderia ser o agente financiador porque não se trata de construção imobiliária”, justificou.

Mas no dia 18 de julho de 2013 o projeto de Tiririca voltou à pauta e foi aprovado pela comissão de Desenvolvimento Urbano, ou seja, a população itinerante teria direito de financiar trailer e motor home pelo Minha Casa, Minha Vida. Dessa forma, houve a equiparação de trailers e motor casas à habitação popular usada por artistas circenses, trabalhadores de parques de diversão e ciganos. Elias Alves, o representante dos ciganos, disse na ocasião que considera boa a ideia do financiamento pelo programa. "A gente viaja trabalhando pelo mundo, mas a gente tem... viaja um, fica outro para a criança poder estudar. Então, se chegar com a linha de crédito e falar, isso é muito bom para as comunidades." Segundo o portal da Câmara dos Deputados, o projeto ainda precisa passar por outras comissões - Finanças e Tributação; de Constituição e Justiça; e de Cidadania- para ser viabilizado.







O rio está certo

Joinville-SC

A exemplo da maré do Rio Cachoeira que invade o Rio Mathias, em frente à Prefeitura de Joinville, vou e volto às nascentes do Cachoeira constantemente. Algum motivo sempre aparece para essas visitas. Da última vez, um documentário para a televisão com o tema “Onde Nasce o Cachoeira” foi o responsável pela incursão à deplorável região no fim da Rua Rui Barbosa, no bairro Costa e Silva, onde o pobre rio nasce em meio ao lixo de toda espécie, e na propriedade de Genésio Deretti, no Vila Nova, mais bem cuidada.

Durante a empreitada e juntamente com um amigo do meio jornalístico, acabamos na casa do historiador e também jornalista Apolinário Ternes para gravar um depoimento sobre a história e a relação entre Joinville e o Rio Cachoeira. Pois eis que o renomado historiador abre a metralhadora discursiva e, logo no início da entrevista, dispara:
- Esse rio foi batizado de Cachoeira pela sequência de quedas d’água que possuía, porém, logo no início da colonização, elas foram dinamitadas, destruídas para possibilitar a navegação!

As palavras de Apolinário causariam mais espanto logo adiante, ao relatar que o centro da cidade projetado pela empresa colonizadora não era onde está localizado atualmente.

“O centro da Colônia Dona Francisca foi projetado para ser na AnaburgStrasse, atual Estrada Anaburgo, há 12 quilômetros desse banhado que é o centro hoje em dia”, afirma ele. Pois, segundo a própria história mostra, os imigrantes insistiram em fixar-se ali mesmo, próximo ao atual monumento ao colonizador, aproveitando as águas do ribeirão Mathias. Séculos depois, vemos toda a região tomada por avenidas, edifícios e comércio variado.

Os descendentes dos imigrantes se incumbiram, ao longo das décadas, de estrangular, poluir, obstruir e assorear o pobre Mathias, cujas águas fabricaram a primeira cerveja registrada comercialmente do Brasil, a Schmalz. Mas isso é outro assunto, talvez para outra matéria.

O fato é que depois de tanta agressão ao rio, é possível perceber o fenômeno da enchente das marés no entorno do Mathias, provocado pela combinação da maré alta e vento sul forte, e que alaga parte das ruas Itajaí e Beira-rio. Se chover quando a combinação ocorre, a coisa fica feia. Poucos minutos de aguaceiro e grande parte do centro vira um imenso alagamento. Se a praça Nereu Ramos fosse onde é a Dario Salles, seria o “Piscinão de Ramos”.

Devido à situação atual, foi pensada uma solução, que acredita-se, funcionará: o Projeto de Drenagem do Rio Mathias. Ele compreende a ampliação da capacidade hidráulica do rio bem como a contenção de alagamentos causados pela chuva e pela elevação da maré do Cachoeira.

A obra não é nada barata – valor de R$ 45.872.405,22 vindos da caixa Econômica federal – e levará pelo menos uns dois anos – segundo a prefeitura -, coisa que pode se estender e encarecer com o passar das águas. Comportas dutos, flaps de contenção, estação de bombeamento – sem dinamite desta vez, espero -, galerias de detenção – palavra sugestiva para quem comete crimes ambientais contra os nossos rios ou os permite – e 2,5 quilômetros de dutos de escape, que percorrerão parte do subsolo da área central, toda esta parafernália milionária para sanar um problema que não precisaria existir. Mas, enfim, está aí…

Falando em planejamento, você tem acompanhado as discussões sobre a LOT? Pois se não está, deveria!






Novamente, de novo

Bairro Anita Garibaldi-Joinville/SC

Esquina das ruas Coronel Santiago com Concórdia, no bairro Anita Garibaldi, continua protagonizando graves acidentes de trânsito. Na terça-feira (22), um Clio avançou a preferencial (Rua Coronel Santiago) atingindo uma motocicleta e uma Saveiro. O condutor da moto foi lançado próximo ao portão de ferro de uma TV comunitária existente na localidade, que aliás, contabiliza a quantidade de acidentes ocorridos nessa esquina.

Vale lembrar que a sinalização está em ordem, pois há placas de trânsito, sinalização horizontal e tachões. Só falta educação e atenção dos motoristas e, quem sabe, fiscalização no local, pois hora dessas alguém vai romper a barreira do som, tamanha é a velocidade de alguns carros que por ali trafegam.



17.06 Campismo/comunidade

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